
O controle de entrega de EPI é a obrigação, prevista na NR-6, de registrar de forma rastreável cada equipamento de proteção fornecido ao colaborador. Na prática, esse controle costuma ser feito de duas formas: por ficha manual em papel ou por um sistema eletrônico com validação biométrica. A escolha entre uma forma e outra não é só uma questão de preferência. Ela determina se a empresa vai perder tempo, papel e segurança jurídica, ou não.
A Massabor, empresa familiar de Santarém (PA) com 26 anos de história e 360 colaboradores distribuídos em 6 unidades, passou pelas duas formas antes de chegar numa terceira, mais eficiente que as outras duas: a biometria facial. A trajetória dela mostra bem os limites de cada método e por que a tecnologia certa depende também da realidade de quem vai usá-la no dia a dia.
Sobre a Massabor
Fundada em 17 de setembro de 1999, a Massabor é uma das marcas mais conhecidas de Santarém. Hoje conta com seis unidades (Pizzaria, Padaria, Shopping, Prainha, Trapiche e Pão da Santa) e aproximadamente 360 colaboradores. Heloneida Corrêa Bessa, técnica em Segurança do Trabalho da empresa, acompanha de perto a rotina de segurança em todas as unidades, incluindo o controle de entrega de EPI.
O controle de entrega de EPI por ficha manual
Antes do SGG, a Massabor controlava a entrega de EPI através de fichas em papel. Com 360 colaboradores espalhados em unidades de endereços diferentes, isso gerava um volume grande de documentos. Segundo Heloneida, era comum perder uma ficha e ter que refazer todo o processo, o que tornava a entrega mais lenta e menos segura.
Por que o leitor biométrico digital não resolveu o problema
A empresa tentou avançar para a biometria digital, com leitores de impressão digital. Mas dois problemas concretos impediram que essa solução funcionasse na prática:
O custo e a limitação de instalação
Só foi possível instalar os leitores em duas das seis unidades, por causa do custo do equipamento e do espaço necessário. Colaboradores das outras unidades precisavam se deslocar até uma das duas unidades com leitor, o que na prática significava que muitos recebiam o EPI sem fazer o registro biométrico, porque não havia tempo.
O desgaste da digital pelo manuseio de massa
Esse problema é mais específico do setor de panificação, e vale registrar porque é uma dificuldade real que outras empresas do ramo alimentício provavelmente também enfrentam: colaboradores que manuseiam massa no dia a dia vão perdendo a digital gradualmente. Com o desgaste, o sistema deixava de reconhecer o dedo cadastrado, e a equipe precisava tentar outros dedos até encontrar um que ainda funcionasse. Quando nenhum funcionava, o EPI era entregue sem registro nenhum.
Esse é um problema documentado em outros contextos (profissionais que lidam com produtos químicos, limpeza ou manuseio constante têm as digitais desgastadas com o tempo), mas pouco discutido especificamente na gestão de EPI. Na Massabor, ele se tornou o motivo direto da migração para a biometria facial.
A mudança para a biometria facial
A biometria facial resolveu os dois problemas ao mesmo tempo. Por não depender de um leitor físico instalado em cada unidade, o registro passou a ser feito por celular ou notebook, em qualquer uma das seis unidades, com conexão à internet. E por não depender da integridade da impressão digital, o desgaste por manuseio de massa deixou de ser um obstáculo.
Segundo Heloneida, o cadastro é rápido e a entrega ficou mais ágil, sem a necessidade de levar qualquer equipamento até o colaborador.
Resultados em números
- 360 colaboradores atendidos pelo sistema
- Quase 800 entregas de EPI registradas desde 2025
- Tempo de entrega em todas as unidades: de aproximadamente 1 mês para 1 semana
- 100% das entregas atuais realizadas por biometria facial
- Empresa já na segunda fase de uso do sistema, com reposições de EPI em 2026
Validade jurídica da biometria facial na entrega de EPI
A NR-6, item 6.5.1, alínea “d”, exige que a organização registre o fornecimento de EPI ao empregado, podendo adotar livros, fichas ou sistema eletrônico, inclusive por sistema biométrico. Isso dá à empresa segurança em caso de fiscalização ou de um eventual processo trabalhista relacionado a acidente de trabalho. Heloneida reforça esse ganho: para ela, a confiabilidade do registro fica clara porque é o próprio colaborador que faz a validação, sem possibilidade de substituição por outra pessoa.
O que a Massabor diz sobre a experiência
Heloneida resume o impacto da mudança de forma direta: a biometria facial trouxe mais agilidade, praticidade e confiabilidade ao processo, e ela recomenda a solução para quem ainda não usa. Ela também destaca que a mesma tecnologia já foi adotada em outro processo da empresa, o cadastro de colaboradores no RH.
Controle de EPI com o SGG
O SGG oferece biometria facial integrada à gestão de EPI, permitindo o registro digital, seguro e com validade jurídica da entrega, sem depender de papel ou de equipamento físico instalado em cada unidade. O sistema também mantém histórico completo para auditorias, alertas de vencimento de CA e integração com o eSocial, o que facilita a gestão de empresas com várias unidades, como é o caso da Massabor.
Perguntas frequentes sobre controle de entrega de EPI
Por que o controle de entrega de EPI é importante?
Porque é uma exigência da NR-6, e a ausência de registro pode gerar multas e dificultar a defesa da empresa em caso de acidente de trabalho.
Como controlar a entrega de EPI de forma eletrônica?
Através de um sistema que registra cada entrega com validação do colaborador, seja por assinatura digital ou biometria, eliminando o uso de papel.
O que fazer quando a digital do colaborador não é reconhecida pelo leitor biométrico?
Nesses casos, a biometria facial é uma alternativa, porque não depende da integridade da impressão digital e funciona mesmo quando ela está desgastada.
A biometria facial tem validade jurídica para entrega de EPI?
Sim. A NR-6 reconhece sistemas eletrônicos com validação biométrica para o registro de entrega de EPI.
Como fazer o controle de entrega de EPI em empresas com várias unidades?
Com um sistema em nuvem que permita o registro por celular ou notebook em qualquer unidade, sem depender de equipamento físico instalado em cada local.
Quanto tempo leva para implementar um sistema de controle de entrega de EPI?
Depende do volume de colaboradores e unidades, mas o cadastro biométrico costuma ser rápido, geralmente restrito a poucas fotos por colaborador.
Quer resolver o controle de entrega de EPI na sua empresa?
O SGG centraliza o controle de entrega de EPI com biometria facial, sem depender de papel ou de equipamento instalado em cada unidade. O registro fica seguro, rastreável e com validade jurídica, mesmo em empresas com várias filiais e um grande número de colaboradores. O sistema ainda mantém histórico completo para auditorias e integração com o eSocial.
