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MTE libera o Manual da nova NR-1 e orienta sobre a avaliação dos fatores de riscos psicossociais

Entenda como aplicar a NR-1 na gestão dos riscos psicossociais em 2026. Orientações do Manual do GRO e como estruturar a gestão no SGG.

  • Gabriela FoggiatoGabriela Foggiato
  • 17 de março de 2026
  • Fatores de Risco Psicossociais, Medicina do Trabalho, Tecnologia SST

Em 2026, os riscos psicossociais relacionados ao trabalho já fazem parte, de forma definitiva, do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) previsto na NR-1. Eles precisam estar identificados, avaliados, controlados e acompanhados, assim como qualquer outro risco ocupacional. 

Sobrecarga de trabalho, pressão excessiva por resultados, baixa autonomia, conflitos interpessoais, assédio e falhas na organização do trabalho são fatores que impactam diretamente a saúde dos trabalhadores e devem ser tratados com critérios técnicos claros, vinculados à atividade real de trabalho. 

Nesse cenário, o Manual de interpretação e aplicação do capítulo 1.5 da NR-1, publicado no dia 16/03/2026 pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), surge como um instrumento técnico de apoio, que orienta como os riscos psicossociais devem ser corretamente gerenciados dentro do GRO, conforme a própria norma já exige.

Riscos psicossociais já fazem parte do GRO 

A NR-1 estabelece que o GRO deve contemplar todos os riscos ocupacionais, incluindo os fatores ergonômicos e os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho. 

Isso significa que esses riscos não podem ser tratados de forma genérica, subjetiva ou desvinculada da realidade operacional. Eles devem seguir o mesmo ciclo de gestão aplicado aos demais riscos: 

  • identificação; 
  • avaliação; 
  • definição de medidas de prevenção; 
  • acompanhamento e revisão contínua. 

O Manual, que funciona como um documento técnico de apoio, reforça esse entendimento ao consolidar critérios técnicos e orientar a aplicação prática da norma.

Como a NR-1 orienta a avaliação dos riscos psicossociais 

A NR-1 estabelece que a avaliação da probabilidade dos riscos psicossociais deve considerar dois elementos centrais: 

  • as exigências da atividade de trabalho; 
  • a eficácia das medidas de prevenção implementadas. 

Isso reforça que a análise deve estar conectada à forma como o trabalho é organizado e executado na prática, e não apenas a percepções individuais ou instrumentos genéricos.

Avaliação baseada nas exigências da atividade de trabalho 

Avaliar as exigências da atividade significa verificar: 

  • o que e o quanto está sendo exigido do trabalhador; 
  • a que tipo de perigo ergonômico ou psicossocial essa exigência está relacionada; 
  • em quais condições reais a atividade é realizada. 

Essas exigências estão diretamente associadas à organização do trabalho e incluem aspectos como ritmo, volume de demandas, clareza de papéis, nível de autonomia, suporte da liderança, condições de conforto e uso de máquinas, equipamentos e ferramentas. 

O foco da avaliação não deve ser apenas o indivíduo e sintomas que podem estar relacionados ao trabalho, e sim o sistema de trabalho da organização como um todo. 

Duração e intensidade da exposição 

A NR-1 estabelece dois critérios técnicos obrigatórios para a avaliação das exigências da atividade: 

  • A duração da exposição corresponde ao tempo durante o qual o trabalhador permanece exposto ao fator de risco psicossocial, como pressão constante, conflitos recorrentes ou sobrecarga prolongada. 
  • A intensidade das exigências está relacionada ao grau de negatividade das condições de trabalho e deve considerar fatores como frequência das demandas, esforço mental, pressão emocional, urgência constante, sobrecarga cognitiva e conflitos interpessoais. 

Esses critérios tornam a avaliação dos riscos psicossociais técnica, objetiva e documentável.

Da NR-1 à aplicação prática da gestão dos riscos psicossociais 

Até aqui, a NR-1 deixa claro o que deve ser avaliado na gestão dos riscos psicossociais e quais critérios técnicos devem ser considerados. O desafio das organizações está em transformar esses critérios em processos práticos, compatíveis com sua realidade operacional, recursos disponíveis e cultura organizacional. 

É nesse ponto que entram as decisões sobre estratégia de avaliação, métodos utilizados, apoio técnico e ferramentas de gestão. 

Estratégias de identificação e avaliação

O Manual reconhece que não existe uma única estratégia obrigatória para conduzir a identificação e avaliação dos fatores de risco psicossociais. 

A definição da estratégia deve ser feita pela organização, em conjunto com os profissionais de SST envolvidos, considerando: 

  • porte e estrutura organizacional; 
  • recursos disponíveis; 
  • características das atividades; 
  • cultura organizacional. 
Fonte: Manual de interpretação e aplicação do capítulo 1.5 da NR-1 – MTE 

A figura ilustra que diferentes abordagens podem ser adotadas ou combinadas, conforme a realidade da empresa.

Ausência de metodologia prescrita pelo MTE 

O Manual deixa claro que não existe metodologia prescrita pelo MTE para a avaliação dos riscos psicossociais. 

Não há obrigatoriedade de questionários, pesquisas padronizadas ou ferramentas específicas. Caso a organização opte por utilizar esses instrumentos, a decisão deve ser tomada internamente, em conjunto com seus profissionais de SST. 

O que a NR-1 exige é coerência técnica, critérios definidos, vínculo com a atividade real de trabalho, documentação adequada e acompanhamento contínuo das medidas de prevenção. 

Quando buscar auxílio especializado 

Assim como ocorre na gestão dos demais fatores de risco, a organização deve avaliar a necessidade de auxílio especializado, especialmente quando: 

  • não possui domínio técnico sobre o tema; 
  • não tem experiência na identificação e avaliação de riscos psicossociais; 
  • enfrenta situações mais complexas que demandam conhecimento específico. 

O apoio técnico contribui para a qualidade do processo, sem transferir a responsabilidade legal da empresa. 

A importância da abordagem multidisciplinar 

Sempre que possível, o Manual recomenda que a gestão dos riscos psicossociais seja conduzida de forma multidisciplinar e multiprofissional, envolvendo profissionais de SST, ergonomia, saúde ocupacional, lideranças e trabalhadores. 

Essa abordagem amplia a compreensão da atividade real de trabalho e fortalece decisões mais eficazes e sustentáveis. 

Como o SGG apoia a gestão dos riscos psicossociais na NR-1 

Em 2026, o desafio das empresas não está mais em entender a NR-1, mas em operacionalizar a gestão dos riscos psicossociais de forma estruturada e rastreável dentro do GRO. É nesse ponto que o SGG apoia a aplicação prática da norma. 

O sistema permite: 

  • registro estruturado dos riscos psicossociais, vinculados às atividades reais de trabalho; 
  • aplicação de questionários com garantia de anonimato, possibilitando a coleta segura de informações junto aos trabalhadores; 
  • distribuição dos questionários por diferentes canais, como e-mail, SMS e WhatsApp, ampliando o alcance e a taxa de participação; 
  • integração de informações de checklists da AEP e da AET ao PGR; 
  • acompanhamento do Plano de Ação, com definição de responsáveis, prazos e evidências; 
  • histórico e rastreabilidade das informações ao longo do tempo; 
  • relatórios consolidados e visuais, com indicadores e gráficos de semáforo, facilitando a leitura dos níveis de risco, a priorização de ações e a tomada de decisão; 
  • apoio da inteligência artificial na análise dos riscos psicossociais, auxiliando na identificação de padrões e fatores críticos. 

Com isso, a gestão dos riscos psicossociais deixa de ser pontual e passa a ser técnica, documentada e integrada ao sistema de gestão, conforme orienta a NR-1. 

Quer estruturar a gestão dos riscos psicossociais de forma prática e alinhada à NR-1? 

O SGG apoia empresas na aplicação do GRO com organização, rastreabilidade e integração das informações de SST. Aproveite para conhecer o sistema e como ele pode ajudar sua empresa a transformar a exigência normativa em uma gestão estruturada.

Entre em contato conosco!
Tags
# medicinadotrabalho# riscospsicossociais# softwaresst# SST

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